Filosofia
CEM ANOS!
IV — Pessoas com História
Já vimos atrás como o ideal rosacruciano insiste na ilustração do género humano. Francisco Santos, sócio-gerente da tipografia A Lusitânia, em Aveiro, onde a revista foi impressa durante quase cinquenta anos — até à dissolução da empresa –– compreendeu que o aperfeiçoamento do homem não se podia fazer apenas numa perspectiva económico-social. É também, e sobretudo, pela via do afinamento da faculdade de pensar e de enriquecimento de conhecimentos. Merece, por isso, ser lembrado entre os principais nomes ligados à Revista Rosacruz, reconhecida que deve ser a sua colaboração e capacidade de coordenação do pessoal da empresa com o seu proprietário-editor e os serviços de censura1.
Uma outra grande dificuldade para a vida não só da Revista, mas da própria F.R.P., advinha da Censura Postal. A violação da correspondência, a que foi dado o nome eufemístico de “intercepção postal”, da nossa Instituição e de uma parte conhecida dos seus membros, tornou--se uma prática rotineira pela suspeita de haver entre eles “desafectos ao regime”. Esta actividade era exercida por serviços especiais junto dos centros de tratamento da correspondência e encomendas dos CTT e abrangia toda a correspondência do país e a proveniente do estrangeiro. A vigilância da correspondência de um expedidor permitia ampliar a rede de observação sinalizando os seus correspondentes, que ficavam referenciados na polícia política PIDE/DGS.
Obras destinadas à instrução e pesquisa, importadas do estrangeiro, eram devolvidas com uma declaração humilhante para o prestígio do nosso país: “Circulação Interdita por Conter Literatura Rosacruz”.
Uma outra grande dificuldade para a vida não só da Revista, mas da própria F.R.P., advinha da Censura Postal. A violação da correspondência, a que foi dado o nome eufemístico de “intercepção postal”, da nossa Instituição e de uma parte conhecida dos seus membros, tornou--se uma prática rotineira pela suspeita de haver entre eles “desafectos ao regime”. Esta actividade era exercida por serviços especiais junto dos centros de tratamento da correspondência e encomendas dos CTT e abrangia toda a correspondência do país e a proveniente do estrangeiro. A vigilância da correspondência de um expedidor permitia ampliar a rede de observação sinalizando os seus correspondentes, que ficavam referenciados na polícia política PIDE/DGS.
Obras destinadas à instrução e pesquisa, importadas do estrangeiro, eram devolvidas com uma declaração humilhante para o prestígio do nosso país: “Circulação Interdita por Conter Literatura Rosacruz”.

Francisco Marques Rodrigues — c. 1960
Foi o exemplo vivo de um homem corajoso e incansável, capaz de identificar, com lucidez, o princípio do dever para com os outros ou de outras causas, princípio esse que podemos entender como a vitória da paixão para servir os outros sobre os interesses próprios.
Foi o exemplo vivo de um homem corajoso e incansável, capaz de identificar, com lucidez, o princípio do dever para com os outros ou de outras causas, princípio esse que podemos entender como a vitória da paixão para servir os outros sobre os interesses próprios.