Filosofia

Noção de Responsabilidade
Para os Estudantes Rosacrucianos

Aqueles que vêm ao campo da filosofia rosacruz assumem uma responsabilidade notável. De entre eles havemos de separar o grupo dos “curiosos”, que procuram alcançar algum resultado imediato para fins meramente materiais, egoístas e pessoais, daquele outro grupo que é constituído pelos verdadeiros estudantes rosacrucianos.

Os primeiros não podem fixar-se, porque nada alcançaram que lhes fosse útil, ou porque ainda não chegou para eles a “hora”, como ensino do Mestre. Os segundos ficam, e são dignos de ajuda para que beneficiem espiritualmente e se congreguem para a finalidade altamente valiosa do progresso e do aperfeiçoamento humanos.

A ânsia de conhecer o “porquê”, o “como” e a “finalidade” da vida, é inerente a muitos seres humanos, cada vez em maior número. Mas nem todos ainda são capazes de buscar afanosamente pelos vários caminhos, a luz para compreender a Grande Verdade da Vida.

Dum modo geral podemos reconhecer que entre os segundos, uns querem chegar a essa Verdade pelo sentimento, pelo coração apenas; outros buscam-na pela inteligência, procurando apoio na ciência para compreender esses “porquês”, “comos” e “finalidades”.

Ambos são dignos, em nosso entender.

(...)

Com o andar dos tempos um escol apareceu e na ânsia de encontrar solução para o referido problema, aperfeiçoou a ciência sob diversos aspectos e tentou explicações para a VIDA, e implicitamente para a MORTE, que nada mais é do que simples mudança no infinito caminhar da VIDA.

Ora, é de conhecimento empírico que o Homem não quer morrer, e sabendo que morre – outro conhecimento empírico – foge a tomar contacto com tal ideia e afasta-se dos conhecimentos que lhe podem fazer compreender o fenómeno.

Os estudantes rosacrucianos, convencidos da eternidade da vida espiritual, enfrentam o problema e preparam-se para o seu estudo.

Ainda que a ciência oficial, mormente a Biologia, busque explicações no campo material do problema, pelas suas investigações não consegue chegar ao âmago da questão: morremos de verdade? Ou continuamos vivendo noutras condições? Qual a finalidade da vida?

Diante da impotência da ciência, as religiões respondem a estas perguntas, dizendo todas elas que aquela parte do Homem que não é matéria – o espírito – não morre.

(...)

Quem são, pois, os que, ao longo dos séculos, vêm ao vasto campo filosófico ROSACRUZ, e se constituem seus estudantes?

Em nossa opinião só os que foram “tocados”, os que foram “vistos” do lado de lá, aqueles para quem chegou a “hora” e são capazes de poderem vir a ser graduados no futuro por terem uma evolução avançada. São os que aceitam DEUS pelo coração, pela dor, pelo sofrimento, e finalmente pela inteligência; são os que acarinharam já uma religião assente no amor a todos os seres – amigos e inimigos; são também os que futuro; são também os que mostram grande avidez de conhecimento, de sabedoria e possuem capacidade para estudar com pertinácia um livro, um verdadeiro testamento deixado ao mundo há perto de cem anos, uma fonte inesgotável de inspiração superior que corre impresso em várias línguas cultas, denominado por Max Heindel Conceito Rosacruz do Cosmo.

Nós, que pertencemos ao número dos estudantes, pensamos que do aquele que se faz leitor de tão maravilhosa obra não mais a pode abandonar. O Conceito Rosacruz do Cosmo é bem uma bíblia que estuda o Homem e a VIDA, interpretando profundamente o VELHO e o NOVO TESTAMENTO, que no dizer lapidar de Max Heindel “foi dada ao mundo ocidental pelos Anjos do Destino, que a cada um de nós e a todos dão exactamente o que é necessário para o seu aperfeiçoamento”.

Assim há, em nosso entender, uma grande e notável responsabilidade para o estudante rosacruciano, a qual é a de receber carinhosamente esse testamento, fazer-se desinteresseiramente seu beneficiário e penetrar funda e permanentemente os seus ensinamentos, com o objectivo de adquirir conhecimento e provavelmente – quem o saberá – ter de cumprir amorosa e inteligentemente alguma tarefa que, por ventura, lhe venha a ser confiada em novo renascimento, em vidas futuras, para o progresso da Humanidade.

(Resumo do texto publicado)

 

A. M.




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