Filosofia

O Perdão

O perdão é uma prática que não devemos esquecer. Perdoar é científico. O perdão põe em movimento as forças dos planos invisíveis que nos rodeiam. Dissolve as formas de pensamento de ódio, vingança e má vontade, e impede a sua materialização numa sorte adversa. O rancor, a inveja e a vingança convertem-se frequentemente em algumas das condições mais desditosas da vida, especialmente se se permite manter pensamentos habituais nesse sentido.

O ódio é a força mais destrutiva do Universo e o rancor e a vingança são fases do ódio. A vingança é a mais mortal das paixões; com toda a certeza ela impede o êxito. Aconteça o que acontecer, não se deve manter rancor nem ceder a pensamentos de vingança.

Todos podem ter a certeza de que se alguém vos tratou com injustiça, a lei invisível lhe dará a retribuição que merece. A Bíblia diz: “Meus caros Irmãos, não façam justiça por vossas mãos. Deixem que seja a lei a castigar”. Não tome, pois, a vingança em suas mãos porque a única coisa que poderá conseguir é pôr em acção forças psicológicas que, mais tarde ou mais cedo, reagirão sobre si mesmo com grande desvantagem. A regra diz: “perdoai sempre. Jamais se perderá seja o que for, como erradamente se pode pensar”.

Isto traz à mente um princípio de vital interesse sobre o êxito: “fazer a vontade de outro, é o ácido para provar o amor”. A Bíblia reafirma-o quando diz: “Faz a paz com o teu adversário sem demora”.

A vontade própria é o amor próprio, e o amor próprio é uma fase do ódio para com os demais. A aplicação deste princípio é particularmente valiosa quando desejamos evitar pleitos e terminar os que se começaram. Naturalmente, não devemos fazer a vontade de outra pessoa se ela pratica uma injustiça para connosco ou para com outrem. Mas fazer sempre a nossa vontade pode obstruir o êxito que a cooperação amistosa estabelece.

L. A.




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