Filosofia

A Páscoa

A Páscoa, tal como a celebra a Igreja Católica, mostra muito simbolismo arcaico.

A maioria dos ritos católicos foram tomados do Egipto e conservam, por esse facto, muita da sabedoria dos Iniciados Serpentinos. Mas o simbolismo ariano também está presente.

O mês hebraico de NISAN tem sempre o seu começo na conjunção da Lua com o Sol no signo do Carneiro. Ora, o Sol, no signo fogoso do Carneiro, está no máximo da sua exaltação. O seu poder espiritual é enorme. E o maior que se pode imaginar.

Nas cerimónias litúrgicas da Páscoa, na Igreja Católica, acende-se o “lume novo” e entra em cena o círio pascal.

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O Sol é fogo, luz e vida.

Estando no signo do Carneiro, um signo de fogo, o Sol torna-se mais poderoso no sentido espiritual e criador, motivo por que toda a natureza se desdobra em vitalidade nas suas variadíssimas formas. Na Terra, por toda a parte se manifesta a maior alegria – apenas no hemisfério onde vivemos, porque no Sul tudo se passa ao contrário! Aqui, as árvores cobrem-se de flores, de folhas e de frutos; todo o reino vegetal se reanima e floresce para dar novos frutos; as aves movem-se mais activamente e preparam-se, como todos os outros animais, para perpetuarem as suas espécies. No hemisfério Sul as aves emudecem, os vegetais não se mostram pletóricos de vitalidade, as folhas amarelecem e caem; a natureza empalidece; os dias tornam-se cada vez mais pequenos e as noites maiores e frias. Tudo, enfim, se passa de modo bem diferente, e até mesmo oposto ao que vemos no hemisfério Norte.

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Nesta face da Terra tudo se prepara para a renovação da vida em esfuziante alegria. Por todos os lados escutamos gorjeios ou cantares amorosos das inocentes avezinhas que, afanosamente, fazem seus ninhos, verdadeiros poemas de amor à criação. Neles depositarão os ovos e os incubarão para que deles surjam novas vidas iguais às suas. As amêndoas e os folares com ovos são a memória deste facto e dos pães ázimos dos israelitas. As amêndoas são, de facto, perfeitos símbolos da vida: dentro de cada uma há um fruto da amendoeira que lhe deu o nome e reproduz a árvore que a criou.

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A Igreja Católica comemora, por esta ocasião, morte e ressurreição de Jesus. E fá-lo na sua altura devida, pois o Messias foi morto em Jerusalém quando ia tomar parte na festa da Páscoa, mas realmente antes dela. É uma festividade que vem na altura própria, pois a ressurreição do Redentor ocorreu na quadra do ano em que o poder criador do CRISTO CÓSMICO se projecta novamente da Terra para o Céu gerando flores que vão ser frutos, entre cânticos de alegria e gratidão. É uma ressurreição maravilhosa e triunfal, em plena beleza, como que despertando-nos e atraindo-nos para as coisas mais belas que podem e devem conduzir-nos até Ele.

(Resumo do texto publicado)

Francisco Marques Rodrigues




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