Filosofia

Os Espíritos da Natureza

Ensina-nos Max Heindel que as forças como o vapor, a electricidade, etc, são mais do que o resultado da acção de seres sub ou supra humanos, dirigidos por grandes inteligências, que os guiam de harmonia com certas regras destinadas a ampliar a sua evolução.

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São eles: os gnomos, espíritos terrestres; as ondinas, espíritos da água, os silfos, espíritos do ar; e as salamandras, espíritos do fogo.

Gnomos. Os gnomos estão activos e desempenham um papel importante no processo evolutivo do mundo. A tarefa dos gnomos consiste em construir a verde clorofila nas folhas das plantas, e em tingir as flores com aquela infinita variedade de tintas que deleitam a nossa vista. Trabalham também na formação dos cristais de rocha.

Os corpos dos gnomos são formados principalmente por éter químico. Não será descabida aqui uma ligeira referência ao facto de os quatro éteres de que são formados os corpos destes seres também fazerem parte do nosso corpo vital.

O éter químico manifesta-se no reino vegetal, animal e humano: Promove a assimilação e a excreção por intermédio dos seus pólos positivo e negativo. É, além disso, o agente das forças que produzem a formação dos cristais e se manifestam como força de atracção e repulsão dos átomos.

Ondinas. As ondinas são os espíritos do elemento líquido. Habitam os rios e as correntes de água.

O corpo das ondinas é formado por éter de vida, que é o condutor das forças que têm por objecto a propagação da espécie. Este éter está muito activo nos reinos vegetal, animal e humano.

Silfos. Os silfos são espíritos da natureza que “habitam” o ar, as brumas e as neblinas. São eles que causam a variabilidade dos ventos. Por vezes, travam batalhas com as ondinas provocando tempestades e tormentas.

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Salamandras. As salamandras são os espíritos do fogo. Não se pode acender fogo sem o seu concurso. São responsáveis pelas explosões e erupções vulcânicas.

Os corpos das salamandras são formados por éter reflector, que é onde o ego imprime as recordações das suas experiências.

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Assim vemos como tudo o que Deus fez é ordenado e harmonioso. Nada se deixou ao acaso. Tudo foi amorosamente planeado no sentido de facultar a cada ser a ajuda necessária à sua evolução.

Vemos, ainda, como os diferentes reinos e ondas de vida se entreajudam, fazendo-nos compreender melhor o nosso dever de cooperar com eles.

(Resumo do texto publicado)

J. L. A.




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